Quarta-feira, 3 de Fevereiro de 2010

Cuidados com o seu Cão no Inverno




Regra geral, temos a tendência para assumir que os cães suportam bem o frio porque têm o corpo revestido de pêlo. Porém, embora o pêlo ofereça alguma protecção, os cães são sensíveis ao frio e podem contrair problemas de saúde, particularmente afecções do aparelho respiratório superior como rinites, conjuntivites, faringites e, quando ocorrem temperaturas extremas, bronquites e pneumonias.
Existem raças de cães e seus cruzamentos que suportam melhor as baixas temperaturas porque possuem duas camadas de pêlo ou porque têm uma pelagem densa e comprida. Tal é o caso dos cães das raças Serra da Estrela, Cão de Água Português e Serra D`aires. Pelo contrário, os cães Perdigueiros, os Dálmatas e os Podengos, sentem muito o frio. Os primeiros são cães de exterior enquanto os segundos devem viver em ambientes interiores sempre que as condições climatéricas sejam extremas, ou seja, os cães de pelagem densa não suportam também, as temperaturas elevadas, mas, os de pêlo curto, convivem bem com o calor.
As variações bruscas de temperatura ambiente devem ser evitadas: os cães de exterior não devem ser levados para o exterior sem que sejam sujeitas a um período de adaptação, ou então protegidos com capas ou camisolas próprias. O mesmo se aplica aos cães que habitam em ambientes protegidos.
Em resumo: os cães, à semelhança de todas as espécies animais, são sensíveis ao frio e ao calor. Por isso, os donos têm o dever de lhes proporcionarem protecção adequada, ou seja, no mínimo, uma casota ou um canil para os animais de exterior e temperaturas na zona de conforto para os que vivem no interior de casas. Aliás, está é uma obrigação dos donos, prevista na legislação actual, no âmbito da saúde e do bem-estar animal.


Revista "ZooCultura"

0 comentários:

Enviar um comentário