"Quando o homem aprender a respeitar até o menor ser da criação, seja animal ou vegetal, ninguém precisará ensiná-lo a amar o seu semelhante." Albert Schweitzer
As aptidões naturais do Pastor Alemão só sobressaem se se tiverem observado alguns princípios básicos na reprodução, educação e forma de criar um animal. Estes cães necessitam de uma ocupação permanente, pois a sua inteligência e gosto pelo trabalho exigem algo em que possam aplicar estas qualidades. Os Pastores Alemães "desocupados" constituem frequentemente um problema para o dono e o ambiente que o rodeia, pois revelam um psiquismo desequilibrado, que pode desenvolver-se de forma perigosa.
De entre as raças conhecidas, o Pastor Alemão é o que mais se assemelha ao "pai" de todos os cães, o lobo. No entanto, isto não deve constituir motivo para o recear.
Um cão que ultrapassa a sua fama
O Pastor Alemão tem um carácter e um temperamento excelentes: é inteligente, possui uma personalidade vigorosa, irradia força, é um bom vigilante e defende o dono e os seus haveres com toda a coragem. No desempenho das suas tarefas demonstra segurança, um temperamento equilibrado e grande amor pelas crianças. Num ambiente correcto, é um cão fácil de educar e controlar. Cumpre os deveres com prazer e pode ser utilizado como cão de trabalho ou de companhia. Os Pastores Alemães salvam todos os anos centenas de vítimas de avalanches e tremores de terra e ajudam a polícia na detecção de estupefacientes, explosivos ou corpos escondidos. São guias de cegos, auxiliam deficientes e trabalham ainda como cães de guarda a sua actividade original. No entanto, muitas pessoas continuam a demonstrar um certo mal-estar na presença dos Pastores Alemães. As causas desta atitude podem residir nos velhos contos infantis, reforçados por certas notícias alarmantes de ataques a crianças ou no comportamento lamentável de alguns possuidores de Pastores Alemães, que os educaram de forma profundamente incorrecta. No entanto, o Pastor Alemão não pode ser responsabilizado pelas reacções que o seu aspecto provoca. Na maior parte dos casos, a culpa é de quem o educa, o que não impede que esta raça continue a ser uma das preferidas no mundo inteiro.
Um verdadeiro cão pastor
Se ainda não viu um Pastor Alemão a desempenhar a tarefa para que foi criado, ou seja, a actuar como cão pastor e de guarda, não perca a primeira oportunidade, pois ficará certamente maravilhado. É verdade que hoje em dia é bastante raro ver estes animais a guardar rebanhos, mas no seu íntimo, o Pastor Alemão permaneceu sempre um verdadeiro cão pastor. Como guarda, vigia atentamente a casa ou a quinta, bem assim como as crianças ou outros animais domésticos. Ao passear com os donos e na falta de um verdadeiro rebanho, não se esquece das suas funções, rodeando e guardando infatigavelmente os membros da família.
Por onde começar Deve começar - a treinar o seu cão a sério quando ele tiver seis meses. O que se segue são algumas questões a ter em conta, antes de começar.
Quem deve treinar? Deve existir uma pessoa responsável pelo treino do cão, mas todos os membros da família devem ser encorajados a interessar-se.
Consistência – Ser consistente na emissão de comandos é essencial. Confundirá o cão se um membro da família usar as palavras de comando “sentado” enquanto outro usa a palavra “sentar”.
Ordens a dar: Aqui – Vem cá Deitado - Esquerda – Anda, à minha esquerda À Vontade – Palavra de descontracção, “agora podes-te mexer” Sentado - Levantar – Pôr-se em pé Quieto – Ficar na posição
Quantas vezes e durante quanto tempo? – Para treinar o seu cão adequadamente, deve preparar-se para reservar um certo período de tempo. Geralmente, sessões de cinco minutos quatro vezes por dia, ou mesmo duas sessões de dez minutos cada, serão mais que suficientes.
Trabalho de casa – Algumas escolas de treino dão aos seus alunos trabalho de casa com objectivos a atingir para cada semana.
Onde Treinar – Durante o treino inicial, o melhor é praticar numa área familiar ao cão e livre de distracções, por exemplo, no jardim. Mais tarde, o treino pode ser sujeito a distracções.
Como terminar a lição – A lição deve terminar sempre com uma pequena sessão de brincadeira, com o cão pela trela a fim de manter o controlo.
Vestuário – Os donos devem evitar usar roupas justas para treinar cães, e as mulheres não devem usar sapatos de salto alto. De preferência, devem-se usar roupas confortáveis e sapatos rasos ou de treino.
Fumar – As pessoas não devem fumar enquanto treinam os seus cães.
Elogios – Ao longo das lições, e na verdade durante o resto do tempo de vida do seu cão, o animal deve ser elogiado: “Bom rapaz”, “Bom Amigo”, “Bom cão”, “Lindo menino”. Pelo tom da sua voz, as palavras devem soar sinceras e intencionais.
Animar – O elogio verbal e o encorajamento são essenciais no treino, mas qualquer expressão física de elogio distrai o cão das suas lições. É melhor deixar os gestos de afecto para depois da conclusão do exercício.
Repreender – Não deve repreender o seu cão repetindo continuamente uma ordem, por exemplo, dizendo: “Sentar, sentar, sentar”. Está a pedir virtualmente ao seu cão que se sente à terceira vez que dá a ordem. Dê uma ordem clara ao seu cão, uma só vez. Se o cão não obedecer à primeira vez, deve aplicar um correctivo, repetindo a ordem e fazendo ao mesmo tempo uma demonstração física do que o cão devia estar a fazer.
Conhecer a Raça – A maior parte dos donos de cães inexperientes tendem a ler o máximo possível sobre a raça dos cães que escolheram. Deveriam, pois, saber para que é que o seu cão foi criado e utilizar estes conhecimentos no seu treino. Por exemplo, o Labrador Retriever tem, em princípio, grandes qualidades de caçador, o Shetland Sheepdog é bom em trabalhos dirigidos pelo dono e o Basset Hound e o Beagle são bons farejadores.
Durante o treino, o dono deve usar uma trela com 1,8 m em cabedal ou nylon. Uma coleira “de segurança” e uma corrente de frenagem devem ser sempre usadas pelo cão. Uma corrente de frenagem é um bocado de corrente com um pequeno anel em cada extremidade. Para a usar, deve-se enfiar uma parte da corrente através de um dos anéis a fim de formar um laço. De frente para o cão, o laço deverá ser colocado por cima da cabeça do cão e o outro anel deve ser ligado à trela. É importante que o laço esteja correctamente posicionado porque de outro modo não será eficaz. Uma corrente de frenagem serve para dois fins, combina o dar segurança ao cão e sujeitá-lo ao controlo do treinador. O anel através do qual a corrente passa deve estar livre de atrito tanto para cima como para baixo, a fim de que quando a trela for levantada o laço aperte e quando for baixada o laço fique mais largo. A corrente deve ser suficientemente comprida para permitir a acção de escorregamento necessária, mas não deve ter mais de 10 cm de folga quando a corrente é apertada à volta do pescoço do cão. Para usar adequadamente a corrente, deve-se fazer um movimento guiando para a frente, ao mesmo tempo que se puxa suavemente o cão para que se levante da posição de sentado e ande para a frente. A acção deve ser simultânea com a palavra comando “atrás de mim”. Quando a coleira aperta à volta do pescoço no movimento de condução para a frente e o seu alargamento no seguimento da obediência a uma ordem ensinam o cão a obedecer prontamente.
No treino de obediência, o tratador deve lembrar-se desde o princípio que, para o cão, cada exercício é apenas mais um jogo. O cão tenta sempre de uma maneira empenhada agradar ao seu tratador, mas assim que o factor divertimento deixar de fazer parte do treino e o jogo se tornar uma maçada o cão perderá o entusiasmo para aprender e começará a comportar-se de maneira imprópria. O cão - tanto quanto a criança que rapidamente se cansa das lições - acha difícil concentrar-se durante muito tempo. Por isso, é importante que as sessões de treino iniciais não durem para além de cinco minutos. Verifique se o cão não se esqueceu do que lhe foi ensinado, mandando-o sentar várias vezes durante o dia. E quando está a brincar no jardim e regressa com a bola, é preciso lembrar-se de que o que ele está realmente a fazer é a aprender a apanhar.
Não sei o que se passa...mas não aparece um dono para a Menina. Já saiu no JN, já divulguei em cartazes, aqui na net e nada.... Está cada vez mais difícil...ela é tão pequenina... Precisa de uma casa com espaço exterior pois é uma cadelinha muito activa e quando ficou na minha varanda chorava muito, pois o espaço é muito pequeno. Agora que está junto com 2 cadelinhas e numa casa com um pátio grande, dormem nuns arrumos todas juntas...é super feliz! Está com os meus pais e ainda ontem me avisaram que eu tenho que lhe arranjar dono, que não vão ficar com ela, e que as cadelinhas cada vez se apegam mais... Estejam atentos por favor a pedidos de cães de porte pequeno, e indiquem a minha Menina...
Embora o cachorro não deva ser levado à rua até as vacinas terem tido efeito, as primeiras semanas apresentam uma boa oportunidade para o dono o habituar à coleira e à trela. Deve começar por usar uma coleira e trelas macias, certificando-se que não aperta de mais a coleira - deve haver espaço suficiente para passarem dois dedos por entre a coleira e o pescoço. Deixe o cão andar sozinho com a coleira e a trela por pequenos períodos,tendo o cuidado de que não derrube as coisas e não prenda a trela e se possa magoar. Uma vez que o cachorro tenha aprendido a aceitar a coleira e a trela, pode fazer o seguinte: colocando o cachorro bem em frente de si, ameace-o com a mão esquerda. Então, segurando a trela com a mão direita, deve puxar o cachorro suavemente para si, dizendo:"Muito bem" enquanto faz isso. Enquanto o cachorro vem para o seu lado esquerdo, pode mover-se gradualmente para trás, aumentando o espaço que o cachorro deve andar para chegar ao pé de si. Dentro em pouco, voltará a conduzir o cachorro do seu lado esquerdo preparando-o para seguir atrás de si.
É preciso paciência para andar nesta vida de adopções...
A Rafa é uma cadelinha que foi adoptada há 7 meses e que agora vai ser devolvida ! Motivo - ladra de noite e os vizinhos queixam-se ! Tentei indagar o motivo de só agora a Rafa ladrar de noite e percebi que inicialmente a Rafa partilhava os serões em família e agora fica fechada na marquise !! Pois é claro que assim ladra !!!!!!!
Esta linda está novamente para adopção . É muito meiguinha e de porte pequeno . Está esterilizada , vacinada , desparasitada , e é muito dada.
Porque nem sempre a vida é como nós queremos existem cães que ficam sem os seu donos. Este caso toca-me mais de perto pq sou amiga da sua dona e sei o quanto lhe vai custar deixar o JUNIOR no canil, caso não consiga uma fat ou dono para ele.
Afinal quem é o JUNIOR???
JUNIOR - um cão que durante 11 anos foi sempre fiel, fez sempre o que lhe pediam: tomar conta da fábrica dos seus donos.
Deve ter à volta de 11 anos, foi apanhado na rua quando tinha 2 mesitos, e até aos seus 10 anos viveu preso a uma corrente de 1 metro de comprimento.
Nunca foi vacinado, nem sei se alguma vez foi desparasitado, o que sei é que o JUNIOR foi sempre um cão de rua e está solto há cerca de 1 ano. Tem uma casota e vive assim, cuidando da fábrica.
Está habituado a comer de tudo, ração seca mas há pessoas que lhe levam muitas vezes restos do almoço.
Apesar de nunca ter sido treinado, é obediente e é muito inteligente. Não brinca, apenas corre atrás de quem gosta para pedir mimos mas não é capaz de brincar com um osso de borracha ou uma bola.Não gosta de gatos.
É um bom cão-de-guarda no sentido que ladra bem de cada vez que está um estranho à porta, mas nunca tentou morder alguém.
Já viveu em muito más condições, agora tem o seu espaço, é um Senhor da rua, mas que PRECISA MUITO DE TER UM CANTINHO O MAIS URGENTE POIS O SEU DESTINO SERÁ O CANIL.
ESTA É A REALIDADE DO JUNIOR, um cão que dedicou toda a vida aos seus doninhos e que agora o destino quis que tudo mudasse e não há onde colocar este amigo de 4 patas.
Se puder ajudar este amigo de 4 patas a ter um cantinho nem que seja provisório, por favor contacte-me através do nº 914469266.
Estas fotos foram tiradas quando a descobrimos pela primeira vez, a Laica foi abandonada num pátio de uma casa vazia, deixada acorrentada e muito magra, sem água, comida ou sequer um abrigo da chuva. Deixaram-na para morrer...
Começámos a tratar dela, alimentámo-la, demos-lhe cuidados veterinários, uma casota grande e quentinha, comida e biscoitos bons, água fresca todos os dias, durante dois anos.
Depois desses dois anos, quem a tinha abandonado, apanhou-a de noite e levou-a para longe ou sabe-se lá que mais poderão ter-lhe feito... Foi tudo o que descobrimos...
A polícia não faz nada, e, além disso, diz que não somos permitidos de divulgar nem nome nem morada das pessoas que a fizeram desaparecer, não podemos sequer colocar cartazes na rua mostrando a nossa revolta, nem sequer, podemos obrigá-las a dizer o paradeiro da Laica ou o destino... caso façamos algo, seremos nós as acusadas.
Estamos muito aflitos, pois esta cadelinha tem problemas nas patas traseiras e é quase cega.
É muito sociável e extremamente meiga, e adorava passear...
O Dick era um cão doce, carinhoso, meigo, brincalhão, leal e muito protector.
Além disso, também era muito inteligente e entendia tudo o que lhe dizia...
Um dia encontrei-o abandonado na rua, junto de outros cães que eu alimentava e dava alguns minutos de atenção, numa zona de moradias perto da Estação da Granja. Quando comecei a ter problemas com pessoas de um prédio ao lado das moradias por ir fazer festas ao cão, e vendo a hipótese de o colocar em Fat cada vez mais impossível, comecei a procurar uma casa para me mudar para o poder levar comigo, visto não estar na minha, nesse pouco tempo que esteve na rua, junto com duas cadelinhas pequenas e um cão, nunca se atirou a ninguém e sempre foi meigo e carinhoso, contudo, havendo pessoas que, por algum motivo, odeiam animais, tentaram matá-lo...
Um dia cheguei lá e o Dick tinha uma ferida junto ao rabo, uma senhora dessas moradias, que tomava conta dele e também o alimentava disse-me, que alguém do prédio lhe tinha batido com as costas de um machado, foi tratado e ficou bom.
Um mês depois foi alvejado durante a noite, milagrosamente a bala passou entre o coração e os pulmões sem lhes tocar, entrando ao lado da pata esquerda e saindo ao lado da pata direita.
Desde esse dia ele nunca mais foi o mesmo, sempre triste, encostado a um canto e lembro-me, particularmente, de uma noite, em que repentinamente se ouviram foguetes e ele correu com um ar assustado e deitou-se num canto, tenho fotos inclusive, que colocarei posteriormente.
Dias depois disso o Dick desapareceu, para meu grande desgosto. A senhora da moradia disse-me que ouvira um carro e um cão ganir às 3h da manhã mas nunca imaginou que fosse algo de mal...
Desde esse dia nunca mais se soube dele...
(Enquanto o alimentei e o fui ver, várias vezes ao dia, sofri injúrias de pessoas, numa das noites em que estava com o Dick, sentada na relva a fazer-lhe festas, vieram do tal prédio, um homem e uma mulher e um rapaz perguntar que estava ali a fazer como se a rua não fosse pública e o jardim fosse deles, como eu lhes respondi e não fiquei calada, o rapaz de repente apareceu com mais amigos, eram 7 ou mais, nessa altura o Dick fugiu e eu dirigi-me calmamente para o carro, mas os anormais atiraram-me com pedras, e ainda, passado 3 anos tenho a marca delas no capot do meu carro, pensei ir à polícia, mas adivinhem porque não fui, porque ou a polícia lá ía e os anormais se vingavam nos cães ou a própria polícia chamava o canil...)
Nunca hei-de aceitar esta situação horrível, estamos num País sem justiça e sem honra...
Ajudem-me a encontrar o Dick e a descobrir quem lhe fez mal...