"Quando o homem aprender a respeitar até o menor ser da criação, seja animal ou vegetal, ninguém precisará ensiná-lo a amar o seu semelhante." Albert Schweitzer
O que fazer logo após o nascimento do cachorro é uma dúvida frequente. Normalmente é a mãe que rasga o cordão umbilical e com as suas lambidelas estimula o sistema cardio-respiratório do recém-nascido. Aliás o lamber persistente da mãe é de extrema importância para iniciar todas as funções vitais do filhote, mas isso pode não acontecer naturalmente. Há cadelas que parece que esperam que os donos participem! Se a cadela não lambe o cachorro, nem lhe corta o cordão umbilical, é necessário intervir.
Tirar as membranas e estimular a respiração
Caso a mãe não lamba poucos minutos depois do cachorro sair, é o dono que deve assegurar essa parte! O feto pode ainda estar envolvido pelas membranas fetais, que são um género de gelatina ou clara de ovo, ou apenas ligado à mãe pelo cordão umbilical. Quando está envolvido pela membrana, devemos tirá-la rapidamente, com a ajuda de uma toalha limpa e seca, esfregando o cachorro vigorosamente para romper as membranas e estimular a respiração. Se for necessário, tente retirar os conteúdos da boca e do narizinho do cachorro. Acredite que não é fácil!
Cortar o cordão umbilical
Se a cadela não romper o cordão umbilical, ate-o num nó apertado com fio dental a uma distância de 3 cm da barriga do cachorrinho, e dê outro nó 1 a 2 cm mais adiante. Dê um corte com uma tesoura limpa e desinfectada entre os nós e coloque Betadine na extremidade que fica pendente na barriguita.
Muitas vezes comparada com a parvovirose canina, a Panleucopénia Felina é uma infecção viral altamente contagiosa. Felizmente, é relativamente rara, devido aos hábitos de vacinação cada vez mais frequentes. Atinge sobretudo o intestino dos felinos, não afectando nem cães nem o próprio ser humano.
A Panleucopénia Felina (PF) é uma infecção viral, altamente contagiosa e muito grave, que afecta sobretudo o intestino. Felizmente que, hoje em dia, é relativamente rara, porque os hábitos de vacinação são cada vez mais frequentes. Continua, no entanto, a ser um problema para criadores, petshops, gatis e colónias errantes. É frequentemente comparada com a parvovirose canina e é semelhante a esta na sintomatologia, modo de contágio e na própria estrutura viral. Mas o vírus da PF não afecta cães, nem o próprio ser humano.
Como acontece o contágio?
O vírus da PF é muito resistente. Sobrevive, no ambiente, durante mais ou menos um ano e requer desinfectantes especiais para a sua eliminação (diluição de hipoclorito de sódio a 1:32). A maioria dos gatos infecta-se a partir do ambiente e, mais raramente, por contacto directo com animais doentes. É expelido por toda e qualquer excreção corporal (sobretudo as fezes), por mais de seis semanas.
Quais os gatos vulneráveis?
Sobretudo os gatinhos, especialmente após o desmame, quando baixa o nível de anticorpos, veiculados pelo leite materno. Isto acontece, normalmente, entre as quatro e as 12 semanas de idade.
Também os gatos adultos, não vacinados, podem contrair a doença, mas nestes a infecção é, normalmente, assintomática. Em fêmeas gestantes, pode provocar aborto, morte fetal, mumificação dos fetos ou parto prematuro.
Quais são os sintomas?
Muitos gatos, infectados com o vírus da PF, não têm sinais clínicos. No entanto, alguns, sobretudo gatinhos, podem ficar seriamente doentes e nestes a taxa de mortalidade é bastante elevada (50-90%). Os sintomas incluem:
·Falta de apetite
·Prostração
·Febre
·Vómitos
·Diarreia (por vezes com sangue)
·Desidratação
Em casos graves, pode inclusivamente haver morte súbita. No caso de gatinhos infectados no útero materno ou logo após o nascimento, o sistema nervoso central pode ficar permanentemente afectado, havendo atrasos de crescimento, perda de equilíbrio, tremores e mesmo morte neonatal.
Como é feito o diagnóstico?
Normalmente é feito de forma presuntiva, nos sinais clínicos de gastroenterite aguda, em gatinhos não vacinados, com leucopénia pronunciada (contagem de glóbulos brancos do sangue, abaixo dos valores normais). O diagnóstico definitivo pode ser feito em laboratório, através de uma amostra de fezes ou de sangue. As fezes serão testadas para o próprio vírus e o sangue para os anticorpos.
Qual é o tratamento?
Quando a doença é detectada a tempo e a terapêutica sintomática é rapidamente instituída, o animal afectado tem boas hipóteses de sobrevivência. A terapêutica inclui:
·Rehidratação por via endovenosa
·Antibióticos
·Antieméticos
·Restrição alimentar
·Antidiarreicos
Como pode ser feita a prevenção?
Sempre através da vacinação. Os gatinhos devem ser vacinados, a partir das oito semanas e repetir todas as duas a quatro semanas até às 12 a 14 semanas de idade. O reforço é anual.
O ambiente, onde o gato vive, ficará contaminado por um ano. Não devemos introduzir novos gatos durante este tempo, a não ser que estejam vacinados.
Como o vírus é excretado pelas fezes devemos desinfectar bem os tabuleiros e evitar que gatinhos bebés contactem com o espaço ocupado pelo doente.
Não há animais portadores. O vírus passa muito rapidamente pelo gato e, depois disso, é no ambiente que permanece e é através deste que novos gatos se infectam. É facilmente transportado de uma área para outra, através da roupa, sapatos ou outros objectos. Cada vez que há um novo caso de Panleucopénia Felina, inicia-se um novo ciclo de um ano. Só podemos considerar o ambiente livre de doença, sensivelmente, um ano após o último caso.
O parto é desencadeado por um conjunto de alterações nas concentrações de hormonas em circulação, quer na mãe, quer nos fetos.
Resumidamente, quando os fetos ficam completamente desenvolvidos e atingem um determinado volume, o aporte nutricional pela placenta pode começar a tornar-se insuficiente e isso vai acabar por despoletar um certo stress no feto.
Esse stress fetal activa o sistema hormonal hipotálamo-hipófise-adrenal, o que leva a um aumento dos níveis de cortisol sanguíneo fetal e maternal. O cortisol elevado vai fazer com que os níveis de prostaglandina 2alfa, que é uma hormona produzida pela placenta e pelos tecidos envolventes do feto, aumentem subitamente. Isto, por sua vez, faz com que os níveis de progesterona, que é a hormona da gestação, decresçam também subitamente. Todas estas alterações hormonais drásticas, normalmente num período de 24 a 72 horas, vão despoletar o inicio do parto.
Um dos sinais mais fortes de que o parto pode estar mais próximo, a aproximadamente 24 horas, pode ser identificado facilmente pelo dono, pois ocorre uma descida de 1 a 2 ºC da temperatura rectal. Uma cadela em fim de gestação que apresente uma temperatura corporal abaixo de 37,5 ºC deve ser obrigatoriamente vigiada, porque o parto pode acontecer a qualquer momento!
Primeira Fase
Nesta fase iniciam-se as contracções uterinas e o colo do cérvix ou colo uterino começa a dilatar. A cadela sente-se mais inquieta, instável, procurando um lugar acolhedor para poder ter a ninhada. Ela pode parecer verdadeiramente estranha, muito inquieta, andando de um lado para o outro, raspando o chão, procurando fazer ninho, vocalizando e, por vezes, chega a vomitar.
Hoje em dia, fruto da estreita relação que mantêm com os donos, as futuras mães procuram a proximidade dos humanos, ao contrário do que ocorria há uns anos em que estas desapareciam ou se escondiam para parir.
Neste período é importante que os donos estejam atentos a qualquer situação anormal, tendo também a preocupação de manter a água limpa à disposição da cadela e providenciar um ninho confortável e quente.
Esta primeira fase demora entre 6 a 12 horas, podendo demorar 24 horas sem que isso indique problemas no parto, principalmente quando é o primeiro parto. Termina com o inicio da expulsão dos fetos, quando o cérvix abre e começam os movimentos abdominais de contracções do parto.
É natural a existência de um corrimento vulvar viscoso e transparente, que pode ficar com uma coloração esverdeada ou acastanhada, com ou sem sangue. Esse líquido indica que as placentas se destacaram do útero e que os fetos vão ser expulsos dentro de alguns momentos.
Inicia-se, assim, a segunda fase do parto.
Segunda Fase
A duração desta etapa varia entre 3 a 12 horas. A dilatação do colo uterino é máxima, o primeiro feto já está localizado no canal do parto, canal pélvico, e isso acaba por intensificar as tentativas de expulsão do feto. As contracções tornam-se cada vez mais fortes e os donos conseguem ver claramente os movimentos abdominais da mãe.
Normalmente, a cadela posiciona-se deitada de lado ou em posição agachada, e tenta expulsar o seu filhote. Com a entrada do feto no canal do parto as membranas fetais e a placenta desprendem-se e os fluidos vaginais intensificam-se.
O primeiro cachorro nasce cerca de 4 horas após o inicio da segunda fase do parto. Neste momento é importante manter a calma, o silêncio e um ambiente sereno, fundamentais para que a cadela desenvolva normalmente o processo de parto.
Terceira Fase
Esta compreende o período desde a expulsão do feto até à libertação da placenta, o que acontece, em média, num intervalo de 15 minutos. A placenta é parecida com um género de saco de gelatina, de tonalidade semitransparente e esverdeada, com a presença de algum sangue.
A saída das placentas depois dos bebés não é necessariamente assim tão rigorosa, sendo perfeitamente natural a expulsão de dois ou três fetos juntos antes de sair a placenta do primeiro. Na expulsão da placenta, a cadela tem de produzir fortes contracções abdominais, por isso o dono não tem de se preocupar com todo este esforço.
As cadelas têm o instinto de comer as placentas dos filhotes logo à nascença. Isto ocorre por um motivo nutricional ou por uma questão de comportamento materno, com o objectivo de manter o ninho sempre muito limpo. Algumas cadelas não o fazem, pelo que o dono não tem de se preocupar em nenhuma das duas situações.
É muito importante confirmar que todas as placentas foram expulsas, ou seja, o número de placentas tem de ser igual ao número de crias. Se for inferior, pode significar que houve retenção de placentas, situação que pode ser uma fonte de fortes infecções.
Caso isso aconteça, recorra rapidamente ao Médico Veterinário assistente.
O pêlo é fundamental para o gato. E essencial para a saúde do seu gato, protegendo-o de lesões, do calor, do frio, do sol excessivo e de microrganismos. Existem dois tipos de pêlos no gato fique a perceber melhor como funciona o seu gato.
O pêlo é a estrutura mais visível da pele. Cresce a partir dos folículos da derme (subcamada da pele). Exerce função de protecção e manutenção do equilíbrio do corpo, funcionando como barreira contra as perdas de água pelos tecidos e contra lesões, calor, frio, sol excessivo e microrganismos. Regula também as perdas de calor pelo corpo.
Dois tipos de pêlo
Existem dois tipos diferentes de pêlo, sendo a sua classificação feita da seguinte forma:
·Pêlo primário, mais grosso, pêlo que cresce em folículos individuais e forma a cobertura superior da pelagem;
·Pêlo secundário, mais fino, forma uma camada mais perto da pele, fofa, que cresce em grupos a partir do mesmo folículo.
Formam-se grupos de cerca de 25 pêlos secundários para cada pêlo primário na barriga (ventre) mas a relação diminui para metade no dorso. O comprimento e proporção de pêlos varia também grandemente com a raça e em algumas os pêlos primários estão ausentes.
A cor e o padrão também variam com a raça e dependem da presença, proporção e localização do pigmento dentro da medula do pêlo.
O efeito de protecção do pêlo deve-se em grande parte aos pequenos músculos ligados à raiz dos pêlos principais, permitindo que a erecção destes forme uma cobertura mais espessa e isolante. No ambiente frio mantém-se assim uma camada de ar quente logo a seguir à pele, o que permite isolamento térmico. Também servem, nas situações de conflito ou medo, para fazer o gato aparentar maior corpulência.
A alternativa da espessura da pelagem ou velo entre mais espessa (“casaco” de Inverno) e menos espessa (“casaco” de Verão) permite a regulação sazonal da temperatura corporal, de acordo com as variações da temperatura ambiente.
Fases de crescimento
Os pêlos dos gatos crescem mais ou menos à mesma velocidade do cabelo humano (cerca de 2mm/semana). A actividade dos folículos do pêlo é cíclica e divide-se em três fases:
·Anagénese – fase em que há produção de novo pêlo (0,25mm/dia) e são estes pêlos que empurram os pêlos velhos para fora dos folículos, conduzindo à sua queda;
·Catagénese – curta fase de maturação do bolbo piloso, que começa a degenerar;
·Telogénese – fase de repouso em que o pêlo morto é mantido no folículo até que é perdido. É esta a fase de repouso invernal até que o início da actividade do folículo na Primavera permite que o pêlo novo empurre o pêlo velho (muda).
Quando todos os folículos entram em actividade em simultâneo ocorre eflúvio telogénico e a perda de pêlo e a perda de pêlo é muito exuberante.
A actividade folicular nos gatos é influenciada pelo fotoperíodo (período de luz solar), sendo máxima no Verão e mínima no Inverno. A temperatura ambiente (muitas vezes mimetizada pelo aquecimento nos gatos de casa), hormonas e doenças também influenciam a actividade folicular.
O estado do pêlo
O bom estado e higiene do pêlo são indicativos do bom estado de saúde de um gato, boa alimentação e adaptação ao ambiente. Pêlo desleixado e sujo é normalmente indicativo de doença.
A língua espiculada e as “mãos” são utilizadas pelo gato no grooming ou toilette, recorrendo ocasionalmente aos dentes e unhas. As lambidelas estimulam as glândulas sebáceas da pele, mantendo a impermeabilização do pêlo e a ingestão de pequenas quantidades de vitamina D.
A evaporação da saliva permite também a regulação da temperatura corporal, conduzindo a um arrefecimento. Isto justifica o facto de, no tempo quente, aumentar a limpeza do pêlo, assim como no período que se segue a uma actividade intensa ou a uma soneca num local quente. Perdem-se nesta actividade grandes quantidades de líquido que tem que ser reposto pela ingestão de água.
As “limpezas” podem também surgir como resposta a situações de conflito ou indecisão, provavelmente devido a aumento da temperatura corporal por medo ou embaraço. O grooming permite assim devolver a temperatura corporal aos valores normais (semelhante ao enrubescer ou transpirar dos humanos). Consegue também remover restos de pêlo velho, impedindo-o de se tornar irritante para a pele. Estimula assim os folículos do pêlo a um novo crescimento.
A muda de pêlo
Nos períodos de maior perda de pêlo velho é importante ajudar na remoção desse pêlo pela escovagem, de forma a evitar que sejam ingeridas grandes quantidades de pêlo. Deve também ser aumentada a frequência da administração das pastas de malte, lubrificantes intestinais que permitem a eliminação nas fezes do pêlo ingerido, impedindo-o de permanecer no estômago e provocar gastrites, esofagites e oclusões intestinais. Os gatos são assim estimulados à eliminação nas fezes e não ao vómito, que é muito mais agressivo e nefasto para o aparelho digestivo.
Na tentativa de encurtar o período de actividade folicular e perda de pêlo velho pode-se fornecer na alimentação ácidos gordos essenciais, factores determinantes no crescimento saudável do pêlo. Situações de carência alimentar em ácidos gordos (ómega 3 e ómega 6) conduzem a pêlo baço e em mau estado e, embora a maior parte das rações formuladas para gatos tenham hoje o cuidado de os introduzir na composição, uma muda prolongada ou ineficaz para um pêlo são pode indicar uma má utilização da ração pelo gato. Nesses casos a suplementação ou a troca da ração é essencial.
Sendo o pêlo o “espelho” do gato, qualquer sinal de mau estado da pelagem deve ser relatado ao médico veterinário pois as causas são as mais variadas.
Com o aproximar da Primavera, com o aumento das horas de luz e do calor só nos resta ajudá-los a “despir” o “casaco” de Inverno e colocar um lindo “casaco” mais primaveril. :))
O período gestação pode variar entre os 58 e os 66 dias. A média é de 62-63 dias de gestação e a partir de essa altura os donos devem estar atentos para os pequenos sinais que a sua cadela pode expressar.
Durante o período de gestação existem hormonas produzidas pelo ovário e útero que se mantém numa concentração circulante elevada e que permitem o desenvolvimento e a nutrição do útero e dos fetos sempre de uma maneira equilibrada e saudável.
A Progesterona, uma hormona ovárica, é também conhecida como a hormona do parto uma vez que são as elevadas concentrações sanguíneas durante este período da vida da cadela que permitem que a gravidez se desenrole. Os níveis sanguíneos desta hormona são um bom indicador da ovulação da cadela, ou seja, a fase do ciclo da fêmea em que o óvulo entra no corno uterino e fica disponível para ser fecundado pelo espermatozóide e formar o embrião.
No período de gestação a sua cadelinha pode ter uma vida perfeitamente normal salvaguardando sempre algumas questões como a alimentação e o exercício físico.
Cuidados a ter!
Não há necessidade de provocar grandes alterações durante as primeiras 5 a 6 semanas de gestação. O tipo de alimentação, as brincadeiras e o exercício físico podem ser perfeitamente normais como antes da cadela engravidar.
O exercício físico durante o período de gravidez é perfeitamente saudável. O exercício regular e sem esforços exagerados acaba até por ser uma boa preparação para a altura do parto. Durante as três últimas semanas do período de gravidez, o exercício já deverá ser mais comedido, devemos inclusivamente reduzir a frequência dos passeios na rua.
É um erro frequente aumentar a qualidade e a quantidade de refeições durante o primeiro período de gravidez, o que pode tornar a fêmea muito gorda e afectar o crescimento saudável da ninhada.
A escolha da dieta
A dieta alimentar mais indicada, durante o período de gestação e de amamentação, é uma dieta para cachorros. É mais energética e deverá ser iniciada o quanto antes, principalmente em cadelas de raça mais pequena, como Yorkshire Terrier e Caniche. Nestas raças, a energia canalizada para os fetos é desproporcional em relação à energia necessária para a mãe. No caso de a alimentação ser a mais correcta e equilibrada, não há necessidade de suplementar as dietas com vitaminas ou cálcio. Após os primeiros 35 dias as necessidades energéticas da futura mãe vão começar a aumentar, chegando a ingerir o dobro das calorias diárias no período normal! É importante não deixar a sua cadela engordar exageradamente!
Vacinação e desparasitação
É frequente haver dúvidas sobre a vacinação e a desparasitação durante a gravidez. A vacinação, por norma, é contra-indicada durante este período, uma vez que algumas vacinas podem utilizar moléculas que podem ter algum defeito nocivo nos fetos, com implicações na sua formação, ou causar mesmo o aborto. Existem, no entanto, alguns planos vacinais que indicam a vacinação da mãe num período muito perto do parto, com vista a estabelecer um elevado título de anticorpo aquando do parto, para que os mesmos passem para as crias.
Em relação à desparasitação, se é verdade que praticamente todos os produtos utilizados no mercado para desparasitação externa podem ser administrados durante essa fase, isso não acontece com os desparasitantes internos, porque existem várias moléculas que não devem ser utilizadas.
Fale com o Médico Veterinário assistente para saber que tipo de desparasitante interno poderá utilizar e qual o melhor esquema de desparasitação durante o período de gestação. De qualquer maneira, todos os folhetos destes produtos esclarecem se podem ou não ser utilizados na fêmea gestante ou em lactação, sendo essencial ler sempre o folheto antes de aplicar o produto.
Originários do médio oriente, os gatos não gostam de beber água. Por isso estão predispostos a criarem cálculos urinários ou poderão mesmo vir a sofrer de insuficiência renal. Mas com uma alimentação correcta, estes problemas poderão ser evitados.
Os gatos são animais do oriente, do Egipto, que não gostam de beber ou bebem com sacrifício e estão predispostos a formarem cálculos urinários ou a sofrerem de insuficiência renal.
A formação destes cálculos ou pedras no aparelho urinário, denomina-se de Litíase Urinária ou Urolitíase.
A Litíase Urinária é a consequência de uma perturbação metabólica, cuja causa convém pesquisar através de exames apropriados, avaliando as suas consequências ao nível renal, através de análises de sangue para determinar a ureia e a creatinina, muitas vezes com ajuda de ecografia e/ou de exames bacteriológicos da urina.
O tipo de cálculos pode ser determinado através da análise dos cálculos urinários, ou pela análise do (s) próprio (s) cálculo.
O tratamento consiste em:
·Garantir uma boa diurese (micções frequentes);
·Tratar a dor;
·Controlar o PH das urinas (o qual pode ser ácido ou alcalino);
·Evita a formação de mais cálculos em função da natureza química dos cálculos e por tratamento adequado.
Para incrementar a ingestão de água, dever-se-á adicionar sal à comida em tempero moderado. Para controlar a dor poder-se-á administrar analgésicos e/ou anti-espamódicos, que deverão ser prescritos por médicos veterinários.
Controlar o PH significa alterar o PH de acordo com a natureza dos cálculos, pois cada tipo de PH proporciona certo tipo de cálculo. A saber:
·Se o PH é inferior a 6, formam-se cálculos de cistérnia e de ácido úrico;
·Se o PH é superior a 7, formam-se cálculos de fósforo-amoníaco-magnésio, ou seja, de extruvite;
·Se o PH está compreendido entre 6 e 7 a Litíase será de oxalatos.