
A história emocionou os britânicos. Dois Border Collies foram encontrados a vaguear após um violento temporal e recolhidos pelo Meadow Green Dog Rescue, em Loddon, no condado de Norfolk, na Grâ-Bretanha. Percebeu-se depois que um dos animais, o macho, de cinco anos, é cego e que a jovem fêmea da mesma raça lhe serve de guia. Não tardou que os baptizassem de Bonnie e Clyde, como o famoso e inseparável casal de ladrões norte-americano. O entendimento entre os dois animais é de tal forma surpreendente que Clyde se recusa a dar um passo sem orientação de Bonnie, que o guia e protege a cada passo do caminho, parando quando necessário e certificando-se de que Clyde a acompanha sem correr perigo. Quando param para descansar, Bonnie deixa que ele repouse a cabeça no seu dorso, uma forma de um e outro garantirem que nenhum deles parte sem que o outro o perceba.
Cherie Cootes, que dirige o centro de acolhimento canino onde os Border Collie se encontram, procura um novo lar adoptivo para o casal, mas recusa-se a separá-los. Quem quiser ficar com eles "tem de adoptar os dois", garante Cherie, ciente de que este é um caso nunca visto.
A inteligência e o temperamento desta raça, vocacionada para os pastoreio e protecção de outros animais, poderão explicar a dedicação de Bonnie, mas o certo é que não há memória de um cão que voluntariamente tenha servido de guia a outro cão. Uma história que bem poderia servir de guião a um filme infantil. Os realizadores que avancem, a história é tudo menos comum.
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