
Mais recentemente, uma bactéria, denominada Bordetella bronchiseptica que afecta diversas espécies,e em particular o cão ( provocando uma infecção das vias respiratórias designadas por Traqueobronquite Infecciosa Canina ou Tosse de Canil ), foi igualmente suspeita de desencadear diversas doenças respiratórias no gato.
Embora limitados, os conhecimentos adquiridos sobre a Bordetella permitiram descrever aquilo que alguns autores denominam "Síndrome Coriza ou Complexo Infeccioso do Tracto Respiratótio Superior Felino".
Sintomas
Estudos científicos demonstraram que a Bordatella pode causar no gato corrimentos nasais, estertores ( sons ruidosos aquando da respiração ) secos ou húmidos, espirros e tosse. Na maioria dos gatos, a expressão clínica é moderada e os sinais desaparecem ao fim de 10 dias aproximadamente. No entanto, em alguns gatos, especialmente em gatos jovens e imunodeprimidos, a doença pode evoluir para uma doença broncopneumonia e agravar o prognóstico para a recuperação do animal.
Há evidências de que esta bactéria, por si só capaz de desencadear sintomas , é muito frequentemente um factor de agravamento da síndrome coriza. Por este motivo se justifica e explica a prescrição de antibioterapia mesmo após um episódio de afecção respiratória de origem viral ( na qual, à partida, os antibióticos não seriam eficazes).
Estudos epidemiológicos mostram que numerosos gatos que vivam em comunidade podem ser portadores crónicos da bactéria sem manifestar qualquer sintoma. Factores de stress ou o parto podem desencadear a reexcreção da bactéria e, assim, do aparecimento da doença.

Diagnóstico
Muitos dos sinais clínicos de infecção por B, bronchiseptica no gato assemelham-se aos observados com outros agentes patogénicos respiratórios ( à excepção da tosse ). Consequentemente, o diagnóstico preciso da doença não pode ser baseado apenas no exame clínico. A infecção por B.bronchiseptica é confirmada através de recolha de amostras por zaragatoa orofaríngea ( no fundo da garganta ), ou corrimento nasal.
Actualmente, ainda estão em investigação técnicas de PCR ( detecção do ADN do vírus ) como meio de diagnóstico.
Tratamento
Existe uma forte correlação entre isolamento de B.bonchiseptica nos gatos e a presença de cães no mesmo lar com patologia respiratória recente. Este facto sugere que a bactéria pode ser transmitida entre cães e gatos.
Serão indubitavelmente necessários outros estudos para confirmar esta hipótese, mas na prática, se uma população de cães apresentar um episódio de tosse de canil, é prudente evitar o contacto directo com os gatos.
É ainda muito cedo para avaliar a real importância da B.bronchiseptica nesta situação, estando a decorrer estudos para determinar o papel e relevância da Bordetelose nos programas de reprodução felina.
Revista Cães&Mascotes

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